Mesmo tentando ser breve, não dá...
É emocionante saber que o que hoje compõe uma das principais igrejas da atualidade já foi um grão de semente de mostarda (de tão pequenininho...rs), e a mensagem do evangelho a todo o mundo foi transmitida em nossa geração por pessoas inusitadas (!!!)
Abaixo seguirão os anos e fatos de acontecimentos da história da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil (e na América do Sul):
A História da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul
Assim como toda obra abençoada por Deus, a mensagem adventista alcançou irmãos da Europa e dos Estados Unidos no mesmo período (1850 a 1860). A crença na segunda vinda de Jesus baseada nas promessas bíblicas precisava ser divulgada e disseminada por todo o mundo, e a impressão destas foi possível – possibilitando atravessar obstáculos geográficos e transmitir a mensagem adventista.
Manuel Lacunza (padre jesuíta chileno) escreveu o livro “La Venida del Messias en Gloria y Majestad” (“A Vinda do Messias em Glória e Majestade”), que foi impresso em 1812. Esta publicação agitou os meios religiosos, e pôde iniciar o movimento que teve como foco o advento de Cristo.
Ao mesmo tempo, foi dada atenção especial ao quarto mandamento de Êxodo 20 – sobre a observância do sábado – e compreendido o dia do repouso como sinal de homenagem semanal ao Criador e Salvador. Esta crença caracterizou também a nova igreja que tomou forma legal em 1863, nos Estados Unidos – IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA (termo que adotaram desde 1860). Neste mesmo ano (1863) houve a primeira assembleia da Associação Geral, e foram tomados os primeiros passos referentes à reforma de saúde.
Em 1884, um jovem alemão conhecido como Borchardt, residente em Brusque (SC) no meio de uma viagem de fuga encontra dois missionários adventistas que lhe perguntam se conhecem algum protestante no Brasil. Mesmo desconfiado, Borchardt responde que seu padrasto (Carlos Dreefke) é luterano, e passa o endereço dele em Brusque para o envio de literatura religiosa.
Alguns meses depois, um pacote contendo revistas em alemão chega à colônia de Brusque, endereçado a Carlos Dreefke com selo de Battle Creek (Estados Unidos). A encomenda é aberta na casa comercial de Davi Hort, e Dreefke distribui seus 10 exemplares entre os amigos, e guarda uma revista para ele (“Arauto da Verdade”).
Com o tempo, algumas famílias demonstraram interesse por aquelas publicações que tratavam de tão bons assuntos, e pediram a Dreefke que requisitasse mais daquela literatura. Com medo de que algum dia lhe mandassem a conta de todas as revistas, cancelou os pedidos.
Frederich Dressler ouviu falar das revistas, e soube que elas eram enviadas de graça, por isso resolveu passar a ser o novo intermediário, e tinha a intenção de vendê-las para alimentar o vício do alcoolismo. Entre os materiais enviados, estavam as revistas “Amigos do Lar” e o livro “Comentário sobre o livro de Daniel” (Uriah Smith). Dressler trocava as revistas e folhetos por bebida alcoólica na venda de Davi Hort, e Hort os usava como papel de embrulho às mercadorias da venda. Dessa forma, a mensagem adventista começou a se espalhar mais e mais, e pôde alcançar corações para Jesus.
Um dos livros “Comentário sobre o livro de Daniel”, comprados do alcoólatra Frederich Dressler, acabou por parar nas mãos de Guilherme Belz – que aceitou a mensagem do sábado e do advento, e aos 54 anos, tornou-se o primeiro a reconhecer a mensagem adventista no Brasil.
Em maio de 1893, por designação da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia, o missionário Albert B. Stauffer chegou ao Brasil, mais precisamente nas localidades de São Paulo. Espalhou a literatura adventista nas cidades do interior de São Paulo e no Espírito Santo, e houve muitos interessados que se tornaram seguidores adventistas.
Em agosto de 1894, chegou ao Brasil outro missionário adventista: William Henry Thurston (acompanhado de sua esposa, Florence). Trouxe ao Rio de Janeiro literatura adventista em inglês e espanhol, e estabeleceu na cidade um depósito de livros aos missionários no Brasil.
O mesmo navio (Magdalena) que trouxe o casal Thurston ao Brasil, levou o Pastor Frank Henry Westphal para a Argentina. Eram poucos os primeiros representantes da Igreja Adventista no continente sul-americano na época. No final de 1894, num território de 15.500 km2, somente 10 homens se dedicavam à proclamação da fé adventista (oralmente ou por escrito). Um deles era o Pastor Westphal, os outros eram os colportores-missionários. Mas em apenas cinco anos, os 10 já eram 200!
Ainda em 1894, o missionário Albert Bachmeyer chegou ao Estado de Santa Catarina. Grande foi sua alegria quando, ao oferecer seus livros a uma família em Brusque, descobriu que havia adventistas ali. Imediatamente, transmitiu a boa notícia a Thurston, que por sua vez, escreveu informando o Pastor Westphal, na Argentina.
O Pastor Westphal foi o primeiro ministro adventista enviado para servir na América do Sul. Ordenado o ministério em 1883, em Michigan (Estados Unidos), dedicou-se à missão e lecionou História no departamento alemão do Union College. Em 1894 foi chamado para servir no continente sul-americano.
Em fevereiro de 1895 o Pastor Westphal desembarcou no Rio de Janeiro, onde o esperavam o casal Thurston e o colportor Albert Stauffer. O pastor, junto a seus ajudantes fizeram visitas pelo interior de São Paulo e batizaram os primeiros conversos.
Numa manhã de abril de 1895, no rio Piracicaba (do indígena colheita de peixes) foi realizado o batismo do primeiro adventista brasileiro: Guilherme Stein Jr., que veio a desempenhar importante papel na obra adventista atuando como missionário, evangelista, professor, administrador, redator e editor.
Em 30 de maio de 1895, o Pastor Westphal chega a Brusque (SC), e lá encontra os primeiros grupos conversos ao adventismo. Os novos conversos ouviram pela primeira vez a pregação de um ministro adventista. Em 08 de junho de 1895 foi realizado o primeiro batismo, de 8 pessoas, no rio Itajaí - Mirim. E em três dias depois o Pastor Westphal realizou o segundo batismo, de 14 pessoas, em Gaspar Alto.
Com esse grupo de conversos catarinenses foi organizada a primeira congregação adventista do sétimo dia no Brasil, tendo como primeiro ancião Augusto Olm, e diácono, Guilherme Belz. No ano seguinte (1896) foi construído o primeiro templo em Gaspar Alto.
Em 14 de dezembro de 1985 foi realizado o primeiro batismo adventista no Estado do Espírito Santo (23 pessoas foram batizadas).
Daquele humilde início, com algumas dezenas de conversos espalhados aqui e ali, hoje a Igreja Adventista do Sétimo Dia pode louvar a Deus pelo rápido crescimento. A partir daí, o Ministério Jovem expandiu suas fronteiras, e alcançou o continente sul-americano.
Em 1907, o Pastor Westphal organizou a Sociedade de Jovens de Crespo (Argentina), e em 1912 outra Sociedade dos Missionários Voluntários começava em Buenos Aires. Logo após estas, outras Sociedades Jovens começaram a aparecer no Chile, Peru, e em outros países.
Um jovem inglês chamado L. L. Brooking aceitou a verdade pela literatura em 1892, e no meio desse mesmo ano começou a colportar, sendo o primeiro colportor-evangelista que a América do Sul produziu.
No Chile, os irmãos Eduardo e Victor Thomann, e seu amigo Carlos Krieghoff aceitaram a verdade através de um folheto que lhes foi dado por colportores. Quando um deles terminou a leitura do folheto, já estava decidido a guardar os mandamentos de Deus. E, ao tomarem a decisão ao lado de Deus, tornaram-se ajudantes do Pastor Westphal no evangelismo no Chile e no Equador.
Em 1915, um jovem brasileiro chamado Mateus Leite foi enviado a Assunção (Paraguai) com o objetivo de auxiliar como enfermeiro e pregador na tarefa que ali começava. E muitos jovens além desses estiveram diretamente envolvidos como pioneiros da mensagem adventista do sétimo dia por todo continente sul-americano.
Em 1918, foi nomeado o primeiro diretor das Sociedades de Missionários Voluntários da Divisão Sul Americana (H. U. Stevens) – nesse tempo havia 49 Sociedades MV com 662 membros em toda a América do Sul.
Em 1926 surgiram os primeiros acampamentos jovens. E o primeiro Clube de Desbravadores da América do Sul iniciou sua atividade sob a liderança da Sra. Nercida de Ruiz em 1955, na igreja de Miraflores (Lima, Peru). Muitos outros, a exemplo deste, começaram a ser organizados em todos os países do território sul-americano. Em 1959 nas igrejas de Lajeado Baixo (Santa Catarina), na igreja da cidade de Ribeirão Preto e na igreja do capão redondo (São Paulo) surgiram os primeiros Clubes de Desbravadores do Brasil, sendo comemorado neste ano (2009) meio século de existência deste segmento da obra adventista, que tem levado cada vez mais juvenis, adolescentes e jovens aos pés de Cristo.
E o nosso COMPROMISSO como líderes de Desbravadores é prosseguir nessa missão de SALVAR DO PECADO E GUIAR NO SERVIÇO por onde Deus mandar, e continuar a obra de (constante) crescimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia – até o dia da volta de Jesus.
MARANATA!
Juliana Oliveira
Fontes Bibliográficas:
(tradutor) SIQUEIRA, Itamar Padrão de. Nossa Herança: história da Igreja Adventista do Sétimo Dia para o Ministério Jovem. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2004.
Disponível em:
http://www.portaladventista.org/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=6:nosa-historia&catid=2:quem-somos&Itemid=5 . Acesso em 28 ago. 2009.
Disponível em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Adventista_do_S%C3%A9timo_Dia_no_Brasil
Acesso em 10 set. 2009.
BORGES, Michelson. A Chegada do Adventismo ao Brasil. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2000.
Nenhum comentário:
Postar um comentário